| Manifesto Sobre a Consciência do
Povo Atlante Texto canalizado a partir do fenômeno de regressão espontânea. O seguinte manifesto expõe a consciência do povo atlante cerca de 1 milênio antes do desaparecimento de seu continente. Haviam alcançado a mais perfeita noção sobre os impactos ambientais causados não somente pela tecnologia que possuíam, mas também pela imensa capacidade intelectual e livre manuseio das correntes mentais. Preocupados com os tempos vindouros, os atlantes organizaram um sem número de encontros tais como este cujo desenrolar mostra o seu inexorável destino. Sobre o conhecimento do povo atlante muito temos a aprender. Ou melhor, precisamos relembrar seus grandes feitos e também as experiências que adquiriram por efeito das hecatombes sofridas àqueles tempos. 18 A humanidade está vivendo o período do mentalismo. Seu instrumento psíquico encontra-se em pleno despertar. Ajustes se farão necessários a fim de que os distúrbios do psiquismo e os conseqüentes desajustamentos comportamentais sejam controlados. Entretanto, nos dias de hoje há poucas ferramentas capazes de auxiliar na estabilização de forças tão poderosas quanto aquelas que emergem das profundezas da alma. E neste ínterim os atlantes tornaram-se mestres; mas apenas após o cosmo decretar o fim de seus tempos! Como legado de seu amor, nos deixou o povo atlante muitos métodos de cura natural e técnicas meditativas de grande eficácia cuja profundidade pouco ou nada sabemos. Atualmente vários grupos ocupam seu precioso tempo a resgatar memórias perdidas do povo atlante. Para isso utilizam-se da Terapia de Vidas Passadas, das práticas curativas, da meditação e do uso dos cristais entre outras técnicas. Mas sabemos que está longe o dia deste imenso quebra-cabeça ser integralmente montado! 19 Aproximadamente 4.500 anos da Era de Antulius ecoou uma voz em meio ao Encontro de Humanidades. E o discurso teve seu início: “Estimados confrades. Este é para todos nós moradores desta e outras esferas, um momento de inestimável valor. Pois não são todos os dias que decidimos o futuro de toda uma nação, especialmente quando esta nação possui recursos mil. Como podemos ver, encontramo-nos em companhia dos representantes de pelo menos vinte e uma humanidades que se avizinham de nosso planeta. Assim como todos os moradores cósmicos, é natural que troquemos conhecimentos e pontos-de-vista acerca daquilo que sabemos, ou que pensamos saber. Sabemos que a sociedade atlante alcançou o ápice de seu desenvolvimento, e por isso, vários dos missionários que aqui se encontram, encerraram sua jornada e não tardará o momento em que deverão retornar para suas casas de origem. 20 E como era de se esperar, também não atingimos a totalidade de nossa condição moral, apesar do profundo conhecimento nas ciências que regem o universo. Por isso temos consciência de que tão logo percamos a sustentação vibratória ocasionada pela presença destes irmãos, chances há que percamos boa parte de nossas características pacíficas. Julgam eles que somos capazes de manter o padrão vibratório em nosso mundo de modo que um colapso planetário seja evitado. Mas não estamos certos se isto realmente é possível. Com o advento da tecnologia, o mundo se tornou pequeno e já é possível percorrer grandes distâncias em pouco tempo. Os campos de força nos permitem neutralizar o efeito da inércia e os conhecimentos acerca da pressão atmosférica já nos permitem uma navegação segura. A maioria absoluta dos pontos magnéticos que circundam o planeta já foi mapeada e vossos sensores visuais permitem a exata localização onde quer que estejam, seja dia ou noite. Tanto que é impossível nos perdermos, mesmo em alto mar ou na profundidade dos céus atlantes. 21 Quem haveria de prever o futuro de nossa civilização e imaginar que a força do pensamento é capaz de absolutamente tudo, inclusive exercer predomínio sobre a matéria? Nossos antepassados deixaram informações valiosíssimas que em muito contribuíram para os avanços tecnológicos. Algumas destas informações encontram-se guardadas em local incerto e não é de hoje que tentamos encontrar. Temos a mais absoluta certeza de que uma vez alcançado a maturidade, estes conhecimentos surgirão e possivelmente nos tornaremos o povo da paz. Entretanto, esperamos que eles surjam logo! O homem atlante voltou a mentir. Há tempos caminha pelas sombras a fim de que não seja flagrado agindo contra a sua consciência. Notícias de nossa história informam de maneira veemente que a ilusão causada pelos interesses mesquinhos e egoístas; do desejo pelo poder e pela primazia das informações que constituem patrimônio da humanidade, e do exclusivismo infame, colapsaram o antigo continente, fazendo com que todos os povos das cercanias atlantes, considerados 22 impuros, planejassem uma insurreição contra o continente-mãe. Por fim, espalharam-se pelo planeta formando os primórdios de civilizações cujo potencial só se conseguirá avaliar daqui a algum tempo. Cremos que a desunião enfraquece os povos. Mas também temos consciência de que a agregação de mentes tão poderosas cria imensa concentração de energia e o choque de forças se torna inevitável. O equilíbrio das mais diversas vibrações se dá quando um indivíduo dotado de maior inteligência dispõe de tempo para transferir parte de seu conhecimento para outro indivíduo de maior ignorância. E enquanto o sábio se alimenta da ignorância, o ignorante se alimenta do conhecimento: É a lei da compensação! Mas quando o conhecimento, por alguma razão é retido, causa grande pressão em torno de quem o retém. Na verdade, ter o verdadeiro conhecimento é perceber-se um ignorante! É ter apenas a noção de que o universo existe sem fazer a menor idéia de sua extensão. 23 Podemos afirmar que o universo tem um início. E podemos igualmente afirmar que ele é infinito. Mas se afirmássemos que o universo não teve início e não terá fim, nossa percepção acerca das coisas perderia totalmente o sentido. Tudo tem um início, desde o nascimento de uma criança até a descoberta que a morte física não lhe tira a imortalidade. Mas a pergunta: “Quando surgimos?” continua sem uma resposta exata! Nos atrevemos a respondê-la dizendo que o universo precede ao homem assim como os pais precedem aos filhos. Mas mesmo assim não é possível para o homem definir o dia em que teve consciência de tudo aquilo que o cercava. Pois os mundos já estavam prontos, esperando para serem habitados. Sabemos, entretanto, que a tomada de consciência não deve ter levado mais que alguns instantes uma vez que tudo no universo é óbvio! Por sua vez, esta obviedade causa no homem a sensação de que tudo pode realizar, ou pelo menos lapidar aquilo que a natureza lhe colocou à disposição. E uma vez que tenha contato com a geometria sideral, a esfera cede espaço a tantas outras formas que a roda, a mais simples de nossas engenhocas, ganha ares de grande invenção. 24 Sabemos que a partir de uma simples novidade, é possível avançar incomensuravelmente. Tanto que em apenas seis revoluções lunares tomamos o conhecimento de quase todas as forças naturais. Mas para que haja equivalência entre as forças, o natural age em equilíbrio com o natural. Isto nos diz que as forças da natureza apenas respeitam aquilo que lhes trata como natureza. Tombemos uma única árvore e o equilíbrio planetário se altera por milênios. Tal realidade não pode ser percebida senão depois de algum tempo, quando pouco ou nada podemos fazer para modificar ou pelo menos neutralizar o efeito de tal ato. De outra forma a natureza acolhe tudo aquilo que lhe parecer sobrenatural. Ou seja, somente com ascensão espiritual e a consciência de um jardineiro sideral, podemos ”sacrificar” certos pontos geográficos de modo que o planeta se reequilibre rapidamente. Temos notícias de que o planeta agonizava nos tempos dos avós de nossos avós. Hoje nossos ouvidos mal escutam seu gemido. Sabemos que em breve ele haverá de suspirar e as placas que nos sustentam flutuando neste imenso oceano serão drasticamente 25 modificadas. A transmissão de energia advinda das profundezas oceânicas será transferida para a água, o que criará ondas relativamente gigantes e causará mudança nas correntes marítimas. Quanto à atmosfera, sua pressão modificará drasticamente as correntes eólicas. Sabemos, através das análises do passado, que o clima será alterado em vários locais, motivo pelo qual muitos daqueles que viviam no grande continente, agora estão em lugares considerados seguros, espalhados por todos os cantos na esperança que o planeta poupe suas vidas, e junto com elas o seu conhecimento. Nossos instrumentos que medem o eletromagnetismo sideral acusam, há tempos, a possibilidade de uma mudança no eixo planetário, que hoje se encontra precisamente em 0’ – zero grau. Nossos teóricos aventam a possibilidade para uma mudança de até 32’ – trinta e dois graus – e a diminuição das calotas de gelo, localizadas nos extremos das polaridades magnéticas do planeta. Isso também deverá trazer o aparecimento de climas intermediários ainda desconhecidos por nós. A maior concentração de terra 26 deverá agrupar-se num extremo, enquanto a maior concentração de água deverá agrupar-se no outro extremo. Tudo isto num curto período de tempo, com um reduzido impacto ambiental. O planeta deverá ficar por no mínimo oito lunações em meio à total escuridão. Mas a escuridão da qual vos falo não consiste na inexistência da luz, mas na temporária incapacidade de precisar nossa exata posição geográfica. Para minimizar este efeito, estamos ampliando nossos conhecimentos acerca de todos os animais migratórios. Pois eles conhecem como poucos a distância e a exata localização dos lugares onde necessitam para se reproduzir. Porém, como as correntes eólicas deverão mudar, ainda não sabemos qual o destino final dos ciclos migratórios. Entre os dois extremos de uma jornada migratória, existem nichos que permitem a sobrevivência destes animais. Recentes estudos nos informaram que as alterações no magnetismo planetário causaram forte impacto no tempo da floração destes nichos. Isto indica que o amadurecimento de certos frutos e insetos cuja base alimentar garante a conclusão do ciclo migratório, está ocorrendo prematuramente de 27 modo que alguns destes animais estão chegando “atrasados” para o banquete da subsistência. Tanto que um reduzido número de espécies tem alcançado seus objetivos com sucesso. E a escassez de alimentos provocou sensível alteração do ecossistema em que vivem, causando o enfraquecimento e extinção de várias espécies consideradas importantes para a sobrevivência do homem. Quanto aos viajores aquáticos, o resfriamento das águas deverá levá-los a outros locais de procriação. Isto significa que haveremos de descobrir novos paraísos no planeta, mas também o aumento significativo do risco em relação à extinção das espécies consideradas guardiãs do genoma humano. E se isto acontecer, será o fim da existência humana neste planeta! Segundo previsões, o surgimento de um imenso deserto trará equilíbrio ao clima planetário. Descobertas recentes nos informam que as imensas lavouras causam pontos de deflexão magnética e a pressão do magnetismo planetário aumenta consideravelmente nas regiões mais remotas do planeta. Acreditamos que o desmatamento tem sido o 28 principal causador desta deflexão, mas não estamos certos disto. Diante de toda a tecnologia para nós disponível, falta- nos ampliar o compromisso para com nossa casa sideral. Pois não há para onde ir caso sejamos expulsos daqui! Para tanto, abrimos nosso coração aos irmãos superiores, detentores de conhecimentos também pensávamos deter, mas tão amargamente descobrimos que o sábio se distingue do intelectualóide pela maneira como trata de seu conhecimento, e pela maneira como age em relação ao mundo que o cerca. Enquanto o sábio utiliza as forças da natureza, o intelectualóide causa destruição dos recursos naturais e os pretende recriá-los através de um pálido esboço, desta vez com a sua assinatura para que possa engrandecer-se perante os homens. Continuemos assim e seremos conduzidos a um novo lugar, incapaz de nos fornecer de imediato as ferramentas que aqui dispomos. Então nosso conhecimento será inútil enquanto tivermos de lutar para combater a fome e a preservação de nosso corpo físico! 29 Sim, meus caros confrades! Nossos visitantes aqui estão na tentativa de mobilizarem esforços para que o planeta se recupere o mais rapidamente possível tão logo ocorram estas modificações por nós previstas. E estamos depositando todas as nossas esperanças naquela que deverá ser uma longa jornada até o dia em que possamos novamente retomar, ainda que parcialmente, as condições que atualmente possuímos. Entraremos em profundo estado de hibernação sapiencial. Entretanto teremos nosso sono velado por aqueles que se dispuseram permanecer em vigília pelo tempo que fosse necessário. Quando enfim despertarmos, nos será dada as boas-vindas e comporemos novamente a civilização pacífica e generosa dos tempos de antanho! Neste novo tempo, alguns dos grandes amigos da humanidade haverão de volver ao planeta e relembrar as lições aqui proferidas com o intuito de fazer a nova humanidade recobrar sua memória ancestral. E quem sabe possa o planeta viver uma longa era de paz! Até que chegue este momento, o meu mais íntimo desejo é que boa parte dos conhecimentos aqui adquiridos seja preservada. Que o homem do futuro 30 saiba usufruir com responsabilidade e respeito ao meio ambiente aquilo que lhe foi legado pelos povos ancestrais.” * * * * * * * * * * E a grande civilização caiu no mais profundo adormecimento. Era o fim da Atlântida, mas o começo de uma nova era! A natureza cumpriu o seu papel sepultando o berço da mais alta tecnologia experimentada pelo ser humano, tomando o cuidado de preservar quase todos os recursos utilizados pelo povo atlante. No tempo certo esta mesma natureza haverá de revelar ao homem tudo aquilo que um dia sepultou. E a humanidade terrícola viverá momentos de estupefação! |
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