3-Manifesto Sobre a Consciência do Povo Atlante

Manifesto Sobre a Consciência do Povo Atlante
Texto canalizado a partir do fenômeno de regressão
espontânea.
O seguinte manifesto expõe a consciência do povo
atlante cerca de 1 milênio antes do desaparecimento
de seu continente.
Haviam alcançado a mais perfeita noção sobre os
impactos ambientais causados não somente pela
tecnologia que possuíam, mas também pela imensa
capacidade intelectual e livre manuseio das correntes
mentais. Preocupados com os tempos vindouros, os
atlantes organizaram um sem número de encontros
tais como este cujo desenrolar mostra o seu inexorável
destino.
Sobre o conhecimento do povo atlante muito temos a
aprender. Ou melhor, precisamos relembrar seus
grandes feitos e também as experiências que
adquiriram por efeito das hecatombes sofridas àqueles
tempos.
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A humanidade está vivendo o período do mentalismo.
Seu instrumento psíquico encontra-se em pleno
despertar. Ajustes se farão necessários a fim de que os
distúrbios  do  psiquismo  e  os  conseqüentes
desajustamentos comportamentais sejam controlados.
Entretanto, nos dias de hoje há poucas ferramentas
capazes de auxiliar na estabilização de forças tão
poderosas  quanto  aquelas  que  emergem  das
profundezas da alma. E neste ínterim os atlantes
tornaram-se mestres; mas apenas após o cosmo
decretar o fim de seus tempos!
Como legado de seu amor, nos deixou o povo atlante
muitos métodos de cura natural e técnicas meditativas
de grande eficácia cuja profundidade pouco ou nada
sabemos.
Atualmente vários grupos ocupam seu precioso tempo
a resgatar memórias perdidas do povo atlante. Para
isso utilizam-se da Terapia de Vidas Passadas, das
práticas curativas, da meditação e do uso dos cristais
entre outras técnicas. Mas sabemos que está longe o
dia deste imenso quebra-cabeça ser integralmente
montado!
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Aproximadamente 4.500 anos da Era de Antulius
ecoou  uma  voz  em  meio  ao  Encontro  de
Humanidades. E o discurso teve seu início:
“Estimados confrades.
Este é para todos nós moradores desta e outras
esferas, um momento de inestimável valor. Pois não
são todos os dias que decidimos o futuro de toda uma
nação, especialmente quando esta nação possui
recursos mil.
Como podemos ver, encontramo-nos em companhia
dos representantes de pelo menos vinte e uma
humanidades que se avizinham de nosso planeta.
Assim como todos os moradores cósmicos, é natural
que troquemos conhecimentos e pontos-de-vista
acerca daquilo que sabemos, ou que pensamos saber.
Sabemos que a sociedade atlante alcançou o ápice de
seu desenvolvimento, e por isso, vários dos
missionários que aqui se encontram, encerraram sua
jornada e não tardará o momento em que deverão
retornar para suas casas de origem.
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E como era de se esperar, também não atingimos a
totalidade de nossa condição moral, apesar do
profundo conhecimento nas ciências que regem o
universo. Por isso temos consciência de que tão logo
percamos a sustentação vibratória ocasionada pela
presença destes irmãos, chances há que percamos boa
parte de nossas características pacíficas.
Julgam eles que somos capazes de manter o padrão
vibratório em nosso mundo de modo que um colapso
planetário seja evitado. Mas não estamos certos se isto
realmente é possível.
Com o advento da tecnologia, o mundo se tornou
pequeno e já é possível percorrer grandes distâncias
em pouco tempo. Os campos de força nos permitem
neutralizar o efeito da inércia e os conhecimentos
acerca da pressão atmosférica já nos permitem uma
navegação segura. A maioria absoluta dos pontos
magnéticos que circundam o planeta já foi mapeada e
vossos sensores visuais permitem a exata localização
onde quer que estejam, seja dia ou noite. Tanto que é
impossível nos perdermos, mesmo em alto mar ou na
profundidade dos céus atlantes.
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Quem haveria de prever o futuro de nossa civilização
e imaginar que a força do pensamento é capaz de
absolutamente tudo, inclusive exercer predomínio
sobre a matéria?
Nossos  antepassados  deixaram  informações
valiosíssimas que em muito contribuíram para os
avanços tecnológicos. Algumas destas informações
encontram-se guardadas em local incerto e não é de
hoje que tentamos encontrar.
Temos a mais absoluta certeza de que uma vez
alcançado a maturidade, estes conhecimentos surgirão
e possivelmente nos tornaremos o povo da paz.
Entretanto, esperamos que eles surjam logo!
O homem atlante voltou a mentir. Há tempos caminha
pelas sombras a fim de que não seja flagrado agindo
contra a sua consciência. Notícias de nossa história
informam de maneira veemente que a ilusão causada
pelos interesses mesquinhos e egoístas; do desejo pelo
poder e pela primazia das informações que constituem
patrimônio da humanidade, e do exclusivismo infame,
colapsaram o antigo continente, fazendo com que
todos os povos das cercanias atlantes, considerados
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impuros, planejassem uma insurreição contra o
continente-mãe.
Por fim, espalharam-se pelo planeta formando os
primórdios de civilizações cujo potencial só se
conseguirá avaliar daqui a algum tempo.
Cremos que a desunião enfraquece os povos. Mas
também temos consciência de que a agregação de
mentes tão poderosas cria imensa concentração de
energia e o choque de forças se torna inevitável.
O equilíbrio das mais diversas vibrações se dá quando
um indivíduo dotado de maior inteligência dispõe de
tempo para transferir parte de seu conhecimento para
outro indivíduo de maior ignorância. E enquanto o
sábio se alimenta da ignorância, o ignorante se
alimenta do conhecimento: É a lei da compensação!
Mas quando o conhecimento, por alguma razão é
retido, causa grande pressão em torno de quem o
retém. Na verdade, ter o verdadeiro conhecimento é
perceber-se um ignorante! É ter apenas a noção de que
o universo existe sem fazer a menor idéia de sua
extensão.
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Podemos afirmar que o universo tem um início. E
podemos igualmente afirmar que ele é infinito. Mas se
afirmássemos que o universo não teve início e não
terá fim, nossa percepção acerca das coisas perderia
totalmente o sentido. Tudo tem um início, desde o
nascimento de uma criança até a descoberta que a
morte física não lhe tira a imortalidade. Mas a
pergunta: “Quando surgimos?” continua sem uma
resposta exata! Nos atrevemos a respondê-la dizendo
que o universo precede ao homem assim como os pais
precedem aos filhos. Mas mesmo assim não é possível
para o homem definir o dia em que teve consciência
de tudo aquilo que o cercava. Pois os mundos já
estavam prontos, esperando para serem habitados.
Sabemos, entretanto, que a tomada de consciência não
deve ter levado mais que alguns instantes uma vez que
tudo no universo é óbvio!
Por sua vez, esta obviedade causa no homem a
sensação de que tudo pode realizar, ou pelo menos
lapidar aquilo que a natureza lhe colocou à disposição.
E uma vez que tenha contato com a geometria sideral,
a esfera cede espaço a tantas outras formas que a roda,
a mais simples de nossas engenhocas, ganha ares de
grande invenção.
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Sabemos que a partir de uma simples novidade, é
possível avançar incomensuravelmente. Tanto que em
apenas  seis  revoluções  lunares  tomamos  o
conhecimento de quase todas as forças naturais. Mas
para que haja equivalência entre as forças, o natural
age em equilíbrio com o natural. Isto nos diz que as
forças da natureza apenas respeitam aquilo que lhes
trata como natureza. Tombemos uma única árvore e o
equilíbrio planetário se altera por milênios. Tal
realidade não pode ser percebida senão depois de
algum tempo, quando pouco ou nada podemos fazer
para modificar ou pelo menos neutralizar o efeito de
tal ato.
De outra forma a natureza acolhe tudo aquilo que lhe
parecer sobrenatural. Ou seja, somente com ascensão
espiritual e a consciência de um jardineiro sideral,
podemos ”sacrificar” certos pontos geográficos de
modo que o planeta se reequilibre rapidamente.
Temos notícias de que o planeta agonizava nos
tempos dos avós de nossos avós. Hoje nossos ouvidos
mal escutam seu gemido. Sabemos que em breve ele
haverá de suspirar e as placas que nos sustentam
flutuando neste imenso oceano serão drasticamente
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modificadas. A transmissão de energia advinda das
profundezas oceânicas será transferida para a água, o
que criará ondas relativamente gigantes e causará
mudança  nas  correntes  marítimas.  Quanto  à
atmosfera, sua pressão modificará drasticamente as
correntes eólicas.
Sabemos, através das análises do passado, que o clima
será alterado em vários locais, motivo pelo qual
muitos daqueles que viviam no grande continente,
agora estão em lugares considerados seguros,
espalhados por todos os cantos na esperança que o
planeta poupe suas vidas, e junto com elas o seu
conhecimento.
Nossos instrumentos que medem o eletromagnetismo
sideral acusam, há tempos, a possibilidade de uma
mudança no eixo planetário, que hoje se encontra
precisamente em 0’ – zero grau. Nossos teóricos
aventam a possibilidade para uma mudança de até 32’
– trinta e dois graus – e a diminuição das calotas de
gelo, localizadas nos extremos das polaridades
magnéticas do planeta. Isso também deverá trazer o
aparecimento  de  climas  intermediários  ainda
desconhecidos por nós. A maior concentração de terra
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deverá agrupar-se num extremo, enquanto a maior
concentração de água deverá agrupar-se no outro
extremo. Tudo isto num curto período de tempo, com
um reduzido impacto ambiental.
O planeta deverá ficar por no mínimo oito lunações
em meio à total escuridão. Mas a escuridão da qual
vos falo não consiste na inexistência da luz, mas na
temporária incapacidade de precisar nossa exata
posição geográfica. Para minimizar este efeito,
estamos ampliando nossos conhecimentos acerca de
todos os animais migratórios. Pois eles conhecem
como poucos a distância e a exata localização dos
lugares onde necessitam para se reproduzir. Porém,
como as correntes eólicas deverão mudar, ainda não
sabemos qual o destino final dos ciclos migratórios.
Entre os dois extremos de uma jornada migratória,
existem nichos que permitem a sobrevivência destes
animais. Recentes estudos nos informaram que as
alterações no magnetismo planetário causaram forte
impacto no tempo da floração destes nichos. Isto
indica que o amadurecimento de certos frutos e
insetos cuja base alimentar garante a conclusão do
ciclo migratório, está ocorrendo prematuramente de
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modo que alguns destes animais estão chegando
“atrasados” para o banquete da subsistência. Tanto
que um reduzido número de espécies tem alcançado
seus objetivos com sucesso. E a escassez de alimentos
provocou sensível alteração do ecossistema em que
vivem, causando o enfraquecimento e extinção de
várias espécies consideradas importantes para a
sobrevivência do homem.
Quanto aos viajores aquáticos, o resfriamento das
águas deverá levá-los a outros locais de procriação.
Isto significa que haveremos de descobrir novos
paraísos no planeta, mas também o aumento
significativo do risco em relação à extinção das
espécies consideradas guardiãs do genoma humano. E
se isto acontecer, será o fim da existência humana
neste planeta!
Segundo previsões, o surgimento de um imenso
deserto  trará  equilíbrio  ao  clima  planetário.
Descobertas recentes nos informam que as imensas
lavouras causam pontos de deflexão magnética e a
pressão  do  magnetismo  planetário  aumenta
consideravelmente nas regiões mais remotas do
planeta. Acreditamos que o desmatamento tem sido o
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principal causador desta deflexão, mas não estamos
certos disto.
Diante de toda a tecnologia para nós disponível, falta-
nos ampliar o compromisso para com nossa casa
sideral. Pois não há para onde ir caso sejamos
expulsos daqui!
Para tanto, abrimos nosso coração aos irmãos
superiores, detentores de conhecimentos também
pensávamos deter, mas tão amargamente descobrimos
que o sábio se distingue do intelectualóide pela
maneira como trata de seu conhecimento, e pela
maneira como age em relação ao mundo que o cerca.
Enquanto o sábio utiliza as forças da natureza, o
intelectualóide causa destruição dos recursos naturais
e os pretende recriá-los através de um pálido esboço,
desta vez com a sua assinatura para que possa
engrandecer-se perante os homens.
Continuemos assim e seremos conduzidos a um novo
lugar, incapaz de nos fornecer de imediato as
ferramentas que  aqui  dispomos.  Então nosso
conhecimento será inútil enquanto tivermos de lutar
para combater a fome e a preservação de nosso corpo
físico!
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Sim, meus caros confrades! Nossos visitantes aqui
estão na tentativa de mobilizarem esforços para que o
planeta se recupere o mais rapidamente possível tão
logo ocorram estas modificações por nós previstas. E
estamos depositando todas as nossas esperanças
naquela que deverá ser uma longa jornada até o dia
em que possamos novamente retomar, ainda que
parcialmente, as condições que atualmente possuímos.
Entraremos em profundo estado de hibernação
sapiencial. Entretanto teremos nosso sono velado por
aqueles que se dispuseram permanecer em vigília pelo
tempo  que  fosse  necessário.  Quando  enfim
despertarmos, nos será dada as boas-vindas e
comporemos novamente a civilização pacífica e
generosa dos tempos de antanho!
Neste novo tempo, alguns dos grandes amigos da
humanidade haverão de volver ao planeta e relembrar
as lições aqui proferidas com o intuito de fazer a nova
humanidade recobrar sua memória ancestral. E quem
sabe possa o planeta viver uma longa era de paz!
Até que chegue este momento, o meu mais íntimo
desejo é que boa parte dos conhecimentos aqui
adquiridos seja preservada. Que o homem do futuro
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saiba usufruir com responsabilidade e respeito ao
meio ambiente aquilo que lhe foi legado pelos povos
ancestrais.”
* * * * * * * * * *
E a grande civilização caiu no mais profundo
adormecimento. Era o fim da Atlântida, mas o
começo de uma nova era!
A natureza cumpriu o seu papel sepultando o berço da
mais alta tecnologia experimentada pelo ser humano,
tomando o cuidado de preservar quase todos os
recursos utilizados pelo povo atlante.
No tempo certo esta mesma natureza haverá de
revelar ao homem tudo aquilo que um dia sepultou. E
a  humanidade  terrícola  viverá  momentos  de
estupefação!

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