| Psiquismo Materno & Psiquismo Fetal — Sabemos ser possível a influência materna, durante a gravidez, em relação ao bebê. Seria possível obtermos mais informações a este respeito? RAMATIS — Apesar da influência materna ser algo relativamente óbvio, ainda assim, muitos julgam que um simples feto em formação; e mesmo um apanhado de células, conforme se convencionou chamar, já possui um psiquismo formado e parcialmente amadurecido, ainda que não existam elementos para a 88 manifestação psicológica. É importante lembrar que este estado imanifesto será temporário. Embora as etapas em que a concepção ocorre, provoquem uma espécie de adormecimento momentâneo no espírito, reduzindo assim, suas atividades psíquicas extrínsecas são fortemente bombardeadas, uma vez que há um contato íntimo entre-psiquismos por parte da mãe e seu bebê. Em conjunto com este fenômeno, há os sub-produtos de alguns núcleos do psiquismo fetal, trazidos de existências pregressas, que sofrerão reajustes na encarnação que inicia. Estes reajustes serão bem mais intensos durante o período da gestação. Estes sub-produtos agregam uma série de sentimentos comuns, do tipo raiva, incerteza sobre o futuro, renitência e rebeldia em relação à proposta encarnatória, dentre outras manifestações, além, é claro, de todo o modelo comportamental que será utilizado pelo espírito reencarnante. Embora este esquema de personalidade esteja imanifesto, face a limitação geral, imposta vida intra- uterina, ainda assim esta criatura não deixa de sentir e irradiar suas próprias emoções, tornando alvo direto o 89 psiquismo materno, que as absorve como uma parede acústica. — Quem exerce maior influência? RAMATIS — Isto varia de acordo com as circunstâncias e a intensidade com que o psiquismo de ambos irradia determinadas emoções. — Seria o caso das transformações emocionais que a mulher sofre durante a gravidez? RAMATIS — Sim. Em muitos casos, o psiquismo do espírito reencarnante impõe tamanha influência, tornando possível que a mãe se comporte durante a gravidez conforme ele se comportará após o seu nascimento. Costumamos observar que muitas mulheres grávidas sentem desejos ou manifestam certas esquisitisses, e que isto poderá ficar impresso no comportamento de seus filhos. A grande verdade é que seus filhos, carregados no ventre, já estão mostrando certas predisposições e gostos pessoais. É importante lembrar que a mãe também pode, por sua forte influência, ditar muitos comportamentos, no 90 futuro, ao seu filho. Pois todas as influências a que se acham expostos o psiquismo de ambos, ou a experiência extrínseca, permanecerá indelevelmente gravado. — Isto nos lembra dos desejos por certos tipos de alimentos, tidos pelas mulheres grávidas, e a idéia de que seus filhos poderiam nascer com alguma marca física ou mesmo, virem gostar destes alimentos. Isto é certo? RAMATIS — O certo nisto, é que a mulher, grávida, está sofrendo uma influência por parte de seu filho, que não consegue pedir verbalmente, mas vibra em seu psiquismo certos desejos ou vontades. E assim, diante da simbiose psíquica que ambos possuem, nada mais natural que a mãe sinta ao filho, certos desejos, e tenha uma repentina mudança de hábitos alimentares. — Existem relatos muito interessantes, que apontam uma intimidade singular entre mães e filhos. Haveria alguma explicação sobre isto? RAMATIS — Além de que a mãe participa quase que totalmente na formação do corpo físico de seu filho, 91 têm eles uma intimidade e sintonia à ponto de um captar as angústias do outro à longas distâncias, e, mesmo após o desencarne de um ou outro. As correntes mentais percorrem grandes distâncias num tempo assustadoramente diminuto, e, pela ligação que possuem, ainda que não percebam isto, a simples angústia de um filho, pode ser percebida de imediato, pela mãe. — Poderia nos explicar como uma simples manifestação emocional encontra ressonância no psiquismo de ambos? RAMATIS — Simplesmente porque durante os períodos de vida pré e intra-uterina houve um complexo processo de sintonização, dando oportunidade para que tanto a futura mãe quanto o espírito reencarnante recolham impressões bastante íntimas um do outro. Mesmo após o nascimento do bebê, esta sintonia permanece, dando a impressão de que ambos, mãe e filho possuem um rádio transmissor, permitindo uma espécie de monitoração em tempo integral. 92 — Este fenômeno ocorre em todos os casos, ou somente onde há maior sensibilidade psíquica? RAMATIS — Embora sua percepção seja um tanto difícil, tal fenômeno ocorre invariavelmente em todos os casos. — Seria esta a explicação para o fato de algumas mães pressentirem acontecimentos ruins aos filhos? RAMATIS — Embora o perigo eminente possa não se consolidar como algum acidente ou coisa que o valha, é certo que algumas mães captam de maneira impressionante o estado emocional de seus filhos. — Quando há uma espécie de confronto entre- psiquismos, em que este evento seja algo desagradável, quais sintomas poderiam acarretar no futuro, após o término da gestação? RAMATIS — Há uma gama e sintomas que embora sejam evidentes, sua causa é pouco especulada. Atentai-vos aos sinais do recém-nascido que manifesta choro intenso, dia e noite, durante algumas 93 semanas, e até mesmo meses. São fortes indícios de ansiedade e angústia recalcada durante os meses da gestação. Outros sintomas do tipo “tristeza sem causa aparente”, que toma quase que cem por cento das pessoas, podem estar sinalizando uma forte ressonância com o passado intra-uterino. Há muitos outros sintomas! Seria possível aprofundar no caso dos recém-nascidos que choram durante meses, após uma gravidez tumultuada? RAMATIS — Embora este assunto seja amplo, o comportamento emocional materno, em alguns casos, funciona como excitante para o feto. Imagineis um gato dentro de uma caixa, sendo sacudido por vós. As reações que ele tem ao sair desta caixa, são praticamente as mesmas que um feto sofre durante sua gestação, embora as reações sejam diferentes. Além disto, o choro intenso funciona como uma válvula de escape, onde uma série de toxinas 94 psíquicas são desintegradas; toxinas estas fruto de uma gravidez tumultuada. — Seria possível fornecer outro exemplo? RAMATIS — Imagineis uma mulher grávida, vítima da drogadição. Além de provocar sérios transtornos congênitos, terá um filho de comportamento extremamente agitado, por conta de seu vício. Uma mulher aparentemente saudável, poderá ainda assim, gerar um filho agitado, ansioso, simplesmente porque muitas pessoas, recalcam suas emoções e evitam com que elas apareçam. Entretanto, se o comportamento destas pessoas é razoavelmente equilibrado, ninguém pode mensurar o que se passa em seu mundo mental e emocional, exceto o bebê que carrega em seu ventre, e que somente após seu nascimento, se haverá de saber a intensidade disto. — Algumas pessoas submetidas à regressão de memória e a um rastreamento de vida intra-uterina, demonstraram não terem tido influência alguma de uma gravidez turbulenta e de risco. Como explicar este fato? 95 RAMATIS — Já vos dissemos que o assunto é amplo, e, por mais paradoxal que seja, há casos onde uma gravidez aparentamente normal, ainda assim invoque problemas comportamentais para o recém-nascido, e ou, durante a vida do espírito reencarnante. Por outro lado, uma gravidez de risco, rejeição materna, dentre outros aspectos, poderá não causar influência desastrosa alguma. A ausência de sintomas entendidos como desagradáveis nada significa, principalmente porque algumas correntes malsãs do psiquismo, operam de forma traiçoeira e silenciosa. — Não seria estranho atribuir às mães, sintomas que os filhos manifestam? RAMATIS — lembrai-vos de que não estamos buscando culpados! Independentemente de ser a mãe um dos agentes nesta situação, estamos tratando de uma realidade. E como tal, propondo um estudo comprometido sobre este fenômeno! 96 Assim, será possível educar os futuros pais, enquanto responsáveis pelos cidadãos que viverão neste terceiro milênio. — Haveria alguma maneira de minimizar a ocorrência desta realidade? RAMATIS — Já é possível constatar que o número de pessoas em busca do autoconhecimento é maior por parte do público feminino. E portanto, a minoração de casos como estes que vos relatamos, será uma realidade em breve. Deste chamado, em que as mulheres respondem mais intensamente do que os homens, observamos o início de uma etapa em que as mães e mulheres ocuparão um papel especial em vossa sociedade! Existe a possibilidade de que psiquismo paterno interaja com o psiquismo do filho, embora ainda em estado fetal? RAMATIS — Sim. Todavia, este contato será sempre intermediado pelo psiquismo da mãe, que cederá ao feto, sua percepção física e emocional em relação ao futuro pai, e também em relação ao ambiente em que 97 se encontram. O corpo da mãe, durante a etapa da gestação, é o corpo do filho! É também, importante lembrar, que o contato experimentado entre a mãe e o filho, durante a gestação, é muito mais intenso; e a participação do futuro pai, embora importante, não exerce tanta influência, se comparado à mãe! |
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