7 Psiquismo Materno & Psiquismo Fetal

Psiquismo Materno & Psiquismo Fetal
— Sabemos ser possível a influência materna, durante
a gravidez, em relação ao bebê. Seria possível
obtermos mais informações a este respeito?
RAMATIS — Apesar da influência materna ser algo
relativamente óbvio, ainda assim, muitos julgam que
um simples feto em formação; e mesmo um apanhado
de células, conforme se convencionou chamar, já
possui um psiquismo formado e parcialmente
amadurecido, ainda que não existam elementos para a
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manifestação psicológica. É importante lembrar que
este estado imanifesto será temporário.
Embora as etapas em que a concepção ocorre,
provoquem  uma  espécie  de  adormecimento
momentâneo no espírito, reduzindo assim, suas
atividades psíquicas extrínsecas são fortemente
bombardeadas, uma vez que há um contato íntimo
entre-psiquismos por parte da mãe e seu bebê. Em
conjunto com este fenômeno, há os sub-produtos de
alguns núcleos do psiquismo fetal, trazidos de
existências pregressas, que sofrerão reajustes na
encarnação que inicia. Estes reajustes serão bem mais
intensos durante o período da gestação.
Estes sub-produtos agregam uma série de sentimentos
comuns, do tipo raiva, incerteza sobre o futuro,
renitência e rebeldia em relação à proposta
encarnatória, dentre outras manifestações, além, é
claro, de todo o modelo comportamental que será
utilizado pelo espírito reencarnante.
Embora este esquema de personalidade esteja
imanifesto, face a limitação geral, imposta vida intra-
uterina, ainda assim esta criatura não deixa de sentir e
irradiar suas próprias emoções, tornando alvo direto o
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psiquismo materno, que as absorve como uma parede
acústica.
— Quem exerce maior influência?
RAMATIS — Isto varia de acordo com as
circunstâncias e a intensidade com que o psiquismo de
ambos irradia determinadas emoções.
— Seria o caso das transformações emocionais que a
mulher sofre durante a gravidez?
RAMATIS — Sim. Em muitos casos, o psiquismo do
espírito reencarnante impõe tamanha influência,
tornando possível que a mãe se comporte durante a
gravidez conforme ele se comportará após o seu
nascimento.
Costumamos observar que muitas mulheres grávidas
sentem desejos ou manifestam certas esquisitisses, e
que isto poderá ficar impresso no comportamento de
seus filhos. A grande verdade é que seus filhos,
carregados no ventre, já estão mostrando certas
predisposições e gostos pessoais.
É importante lembrar que a mãe também pode, por
sua forte influência, ditar muitos comportamentos, no
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futuro, ao seu filho. Pois todas as influências a que se
acham expostos o psiquismo de ambos, ou a
experiência extrínseca, permanecerá indelevelmente
gravado.
— Isto nos lembra dos desejos por certos tipos de
alimentos, tidos pelas mulheres grávidas, e a idéia de
que seus filhos poderiam nascer com alguma marca
física ou mesmo, virem gostar destes alimentos. Isto é
certo?
RAMATIS — O certo nisto, é que a mulher, grávida,
está sofrendo uma influência por parte de seu filho,
que não consegue pedir verbalmente, mas vibra em
seu psiquismo certos desejos ou vontades. E assim,
diante da simbiose psíquica que ambos possuem, nada
mais natural que a mãe sinta ao filho, certos desejos, e
tenha uma repentina mudança de hábitos alimentares.
— Existem relatos muito interessantes, que apontam
uma intimidade singular entre mães e filhos.
Haveria alguma explicação sobre isto?
RAMATIS — Além de que a mãe participa quase que
totalmente na formação do corpo físico de seu filho,
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têm eles uma intimidade e sintonia à ponto de um
captar as angústias do outro à longas distâncias, e,
mesmo após o desencarne de um ou outro.
As correntes mentais percorrem grandes distâncias
num tempo assustadoramente diminuto, e, pela
ligação que possuem, ainda que não percebam isto, a
simples angústia de um filho, pode ser percebida de
imediato, pela mãe.
— Poderia nos explicar como uma simples
manifestação emocional encontra ressonância no
psiquismo de ambos?
RAMATIS — Simplesmente porque durante os
períodos de vida pré e intra-uterina houve um
complexo  processo  de  sintonização,  dando
oportunidade para que tanto a futura mãe quanto o
espírito reencarnante recolham impressões bastante
íntimas um do outro.
Mesmo após o nascimento do bebê, esta sintonia
permanece, dando a impressão de que ambos, mãe e
filho possuem um rádio transmissor, permitindo uma
espécie de monitoração em tempo integral.
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— Este fenômeno ocorre em todos os casos, ou
somente onde há maior sensibilidade psíquica?
RAMATIS — Embora sua percepção seja um tanto
difícil, tal fenômeno ocorre invariavelmente em todos
os casos.
— Seria esta a explicação para o fato de algumas
mães pressentirem acontecimentos ruins aos filhos?
RAMATIS — Embora o perigo eminente possa não
se consolidar como algum acidente ou coisa que o
valha, é certo que algumas mães captam de maneira
impressionante o estado emocional de seus filhos.
— Quando há uma espécie de confronto entre-
psiquismos,  em  que  este  evento  seja  algo
desagradável, quais sintomas poderiam acarretar no
futuro, após o término da gestação?
RAMATIS — Há uma gama e sintomas que embora
sejam evidentes, sua causa é pouco especulada.
Atentai-vos  aos  sinais  do  recém-nascido  que
manifesta choro intenso, dia e noite, durante algumas
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semanas, e até mesmo meses. São fortes indícios de
ansiedade e angústia recalcada durante os meses da
gestação.
Outros sintomas do tipo “tristeza sem causa aparente”,
que toma quase que cem por cento das pessoas,
podem estar sinalizando uma forte ressonância com o
passado intra-uterino.
Há muitos outros sintomas!
Seria possível aprofundar no caso dos recém-nascidos
que choram durante meses, após uma gravidez
tumultuada?
RAMATIS — Embora este assunto seja amplo, o
comportamento emocional materno, em alguns casos,
funciona como excitante para o feto.
Imagineis um gato dentro de uma caixa, sendo
sacudido por vós. As reações que ele tem ao sair desta
caixa, são praticamente as mesmas que um feto sofre
durante sua gestação, embora as reações sejam
diferentes.
Além disto, o choro intenso funciona como uma
válvula de escape, onde uma série de toxinas
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psíquicas são desintegradas; toxinas estas fruto de
uma gravidez tumultuada.
— Seria possível fornecer outro exemplo?
RAMATIS — Imagineis uma mulher grávida, vítima
da drogadição. Além de provocar sérios transtornos
congênitos,  terá  um  filho  de  comportamento
extremamente agitado, por conta de seu vício.
Uma mulher aparentemente saudável, poderá ainda
assim, gerar um filho agitado, ansioso, simplesmente
porque muitas pessoas, recalcam suas emoções e
evitam com que elas apareçam. Entretanto, se o
comportamento destas pessoas é razoavelmente
equilibrado, ninguém pode mensurar o que se passa
em seu mundo mental e emocional, exceto o bebê que
carrega em seu ventre, e que somente após seu
nascimento, se haverá de saber a intensidade disto.
— Algumas pessoas submetidas à regressão de
memória e a um rastreamento de vida intra-uterina,
demonstraram não terem tido influência alguma de
uma gravidez turbulenta e de risco. Como explicar
este fato?
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RAMATIS — Já vos dissemos que o assunto é amplo,
e, por mais paradoxal que seja, há casos onde uma
gravidez aparentamente normal, ainda assim invoque
problemas comportamentais para o recém-nascido, e
ou, durante a vida do espírito reencarnante.
Por outro lado, uma gravidez de risco, rejeição
materna, dentre outros aspectos, poderá não causar
influência desastrosa alguma.
A  ausência  de  sintomas  entendidos  como
desagradáveis nada significa, principalmente porque
algumas correntes malsãs do psiquismo, operam de
forma traiçoeira e silenciosa.
— Não seria estranho atribuir às mães, sintomas que
os filhos manifestam?
RAMATIS — lembrai-vos de que não estamos
buscando culpados!
Independentemente de ser a mãe um dos agentes nesta
situação, estamos tratando de uma realidade. E como
tal, propondo um estudo comprometido sobre este
fenômeno!
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Assim, será possível educar os futuros pais, enquanto
responsáveis pelos cidadãos que viverão neste terceiro
milênio.
— Haveria alguma maneira de minimizar a ocorrência
desta realidade?
RAMATIS — Já é possível constatar que o número de
pessoas em busca do autoconhecimento é maior por
parte do público feminino. E portanto, a minoração de
casos como estes que vos relatamos, será uma
realidade em breve.
Deste chamado, em que as mulheres respondem mais
intensamente do que os homens, observamos o início
de uma etapa em que as mães e mulheres ocuparão
um papel especial em vossa sociedade!
Existe a possibilidade de que psiquismo paterno
interaja com o psiquismo do filho, embora ainda em
estado fetal?
RAMATIS — Sim. Todavia, este contato será sempre
intermediado pelo psiquismo da mãe, que cederá ao
feto, sua percepção física e emocional em relação ao
futuro pai, e também em relação ao ambiente em que
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se encontram. O corpo da mãe, durante a etapa da
gestação, é o corpo do filho!
É também, importante lembrar, que o contato
experimentado entre a mãe e o filho, durante a
gestação, é muito mais intenso; e a participação do
futuro pai, embora importante, não exerce tanta
influência, se comparado à mãe!

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